Lloyds mira mais £2 bi em corte de custo com a IA na dianteira
Resumo do dia: o Lloyds mira mais £2 bi em corte de custo com a IA, a Freehand capta US$ 75 mi para o agente de compras, a AccountsIQ pluga a IA da Paraglide na cobrança, a regra 60-25-15 reorganiza o piloto de compliance e a Plaid diz que aprovar bem vale mais que recuperar depois
O Lloyds, um dos maiores bancos do Reino Unido, mirou mais £2 bilhões em corte de custo até 2030 — com a IA no centro do plano. Nos resultados do 1º semestre, com lucro antes de imposto de £4,3 bilhões (alta de 23%), o banco disse que já achou mais de £2 bi em economia entre 2022 e 2026 e repetiu a meta para o fim da década. A IA já entrega: cerca de 50 casos de uso generativos renderam £50 milhões em 2025, e a conta deve passar de £100 milhões de benefício em 2026. O CEO Charlie Nunn diz que metade do esforço vai para o cliente e metade para a produtividade do time, dentro de um plano de £13 bilhões em tecnologia. Para o CFO brasileiro, é o banco grande transformando IA em linha de corte de custo — com número auditável. (Finextra)
A Freehand saiu da toca com US$ 75 milhões para pôr agentes de IA tocando a compra da empresa — do fornecedor ao pagamento. Pela rodada de crescimento liderada por Battery Ventures e NewRoad Capital, com PSP Growth e Nexus, a startup de São Francisco usa um "grafo de contexto por categoria" para o agente decidir, agir e responder pelo resultado em compras, gestão de fornecedor, nota fiscal e pagamento. Os números impressionam: clientes como Meta, Unilever, J&J e Pfizer recuperaram 5% a 10% do gasto em categorias complexas, rodaram o fluxo 5 a 7x mais rápido e cortaram o ciclo compra-a-pagamento em até 70%. Para o contas a pagar e compras no Brasil, é o agente assumindo o gasto corporativo. (FinTech Global)
O software de gestão financeira AccountsIQ plugou os agentes de IA da Paraglide para cobrar o cliente inadimplente sozinho — sem a régua fixa de sempre. Pela integração, o agente de cobrança conduz a conversa inteira: manda o lembrete, responde à dúvida sobre a fatura, faz o follow-up com o contato certo e escala o caso até o pagamento, mirando derrubar o prazo médio de recebimento (DSO). O problema que ataca é caro: mais da metade das faturas B2B nos EUA vence em atraso e a empresa média perde cerca de US$ 40 mil por ano só administrando a cobrança. Para o contas a receber no Brasil, é o agente puxando o caixa que trava no vencimento. (Finextra)
Uma regra simples — 60-25-15 — está reorganizando o piloto de IA no compliance e explica por que tanto projeto morre na praia. Pela análise da FinTech Global, Nilesh Khatri, executivo de tecnologia para fintech regulada, propõe gastar 60% do orçamento em qualidade de dado num domínio estreito, 25% em governança e controle e só 15% na ferramenta de IA. "Em muitos pilotos que falham, essa razão está invertida: o time gasta tudo no brinquedo novo e espreme o dado e a governança", diz ele. A receita é escolher uma jurisdição ou produto, acertar ali e só então replicar. Para áreas de compliance no Brasil, é o lembrete de que IA sem dado limpo é piloto fadado ao fracasso. (FinTech Global)
A Plaid tem um recado para o CFO: com o pagamento cada vez mais instantâneo, aprovar bem na entrada vale mais que caçar o dinheiro depois. Segundo a PYMNTS, 57% das empresas só descobrem a fraude ou o não pagamento depois da liquidação — quando a janela para recuperar já fechou. Como o trilho rápido comprime esse prazo, a saída é examinar o dado de risco antes de aprovar, não depois de falhar. "Decidir bem lá na frente é onde o CFO vira o jogo", diz Shaffer Bond, da Plaid, que aposta em sinais de reputação, dispositivo e histórico de pagamento. Para áreas de risco e contas a receber no Brasil, o freio mudou de lugar. (PYMNTS)