Swift põe 17 bancos, com o Itaú, na blockchain do dinheiro

Resumo do dia: a Swift põe 17 bancos — com o Itaú — na blockchain do pagamento tokenizado, o JPMorgan roda IA on-premise com a SambaNova, 85% das firmas financeiras elevam o orçamento de IA, a Tangos capta US$20mi para investigar crime financeiro e a Equifax leva US$750mi ao bureau mexicano

A Swift declarou pronta a sua blockchain e colocou 17 bancos de seis continentes — com o Itaú Unibanco entre eles — para pilotar o pagamento cross-border com depósito tokenizado. Pelo anúncio de 9 de julho, o ledger compartilhado funciona como uma camada de orquestração que deixa cada banco mover fundos do cliente — inclusive à noite e no fim de semana — antes de liquidar no sistema tradicional, com depósitos tokenizados emitidos pelos próprios bancos. Estão na lista BNY, Citi, HSBC, Standard Chartered, UBS, BNP Paribas, MUFG, Wells Fargo e o brasileiro Itaú. A base é aberta, compatível com Ethereum (Hyperledger Besu). Para tesourarias no Brasil de olho em cross-border, é o trilho de mensagens que milhares de instituições já usam começando a carregar o próprio dinheiro tokenizado — 24 horas por dia. (Swift)

O JPMorgan escolheu a SambaNova para rodar IA dentro de casa — sem mandar o dado sensível para a nuvem de ninguém. Pela parceria, anunciada junto com a rodada de US$ 1 bilhão que avaliou a SambaNova em US$ 11 bilhões, o banco vai usar os aceleradores SN40 e SN50 para inferência on-premise, mantendo modelo e dado sob o próprio teto. O recado ao setor: com a regra de privacidade apertando no mundo, a instituição quer controlar onde o dado vive e quem o acessa — não depender só do provedor de nuvem. Para CFOs e CIOs no Brasil sob LGPD, rodar IA em casa vira decisão de risco, não só de custo. (Crypto Briefing)

85% das empresas de serviços financeiros e seguros vão aumentar o orçamento de IA nos próximos 12 meses — e o setor já corre na frente dos demais. Pela pesquisa da PYMNTS Intelligence com 60 executivos de tecnologia de empresas americanas de mais de US$ 1 bilhão em receita, 65% justificam o gasto por ganho de produtividade e eficiência e outros 65% por posição competitiva. O maior obstáculo, para 30%, é a qualidade e a fragmentação do dado. "A IA deixou de ser projeto de tecnologia e virou uma linha de orçamento com tração", resume o relatório. Para CFOs no Brasil, é o sinal de que finanças puxa a fila do gasto em IA. (PYMNTS)

A israelense Tangos captou US$ 20 milhões para pôr a IA não só a detectar o crime financeiro, mas a investigá-lo do início ao fim. Pela rodada seed, liderada pela Red Dot Capital Partners a um valuation de US$ 100 milhões, a plataforma usa agentes que avaliam evidência, testam hipóteses, mapeiam a rede de empresas e contas e montam sozinhos o dossiê do caso — com trilha de auditoria para o investigador aprovar. O foco é lavagem de dinheiro, fraude, sanções e compliance. Diferente da ferramenta que só aponta risco, aqui o agente faz o trabalho de apuração. Para áreas de PLD no Brasil, é o agente subindo da triagem para a investigação. (SiliconANGLE)

A Equifax vai comprar a mexicana Círculo de Crédito por US$ 750 milhões — cruzando sua IA proprietária com o dado local para levar crédito a quem está fora do sistema. Pelo acordo, o bureau que mais cresce no México faturou US$ 134 milhões no último ano (alta de 31%), com EBITDA ajustado de US$ 62 milhões, e a compra deve fechar no 4º trimestre. Mais de um quarto dos mexicanos não acessa produto financeiro formal e 44% não têm conta bancária — lacuna que a Equifax quer atacar somando sua tecnologia EFX.AI ao dado do bureau. Para o mercado de crédito na América Latina, é o sinal de que a consolidação com IA mira a inclusão. (Finextra)

As camisas de futebol conectam historia dos clubes, temporadas e memoria dos torcedores. Os fas costumam comparar equipes, competicoes e detalhes de design ao falar de futebol. A leitura permanece ligada a times, torneios e cultura dos torcedores. Nesse contexto, camisas de futebol modernas se relaciona naturalmente com uniformes e colecoes.