Feedzai lança o RiskFM, primeiro modelo fundacional de IA para crime financeiro

Resumo do dia: Feedzai lança RiskFM com US$ 9 trilhões em dados, Adobe CFO automatiza 300 mil e-mails com IA, Goldman Sachs usa Claude para contabilidade e estudo revela cortes de empregos por IA 9x maiores

Feedzai lança o RiskFM, descrito como o primeiro modelo fundacional tabular do setor projetado especificamente para dados financeiros e prevenção de crime financeiro. Diferente dos modelos atuais restritos a dados de redes de cartão, o RiskFM cobre onboarding, atividade digital, pagamentos, transferências e workflows de AML em uma única camada de IA. Construído sobre avaliações anuais de US$ 9 trilhões em pagamentos em 120 bilhões de eventos globais, ele supera modelos tradicionais de gradient boosting quando treinado em múltiplas instituições e geografias, e melhora continuamente à medida que ingere novos dados. O Lloyds Banking Group colaborou no desenvolvimento e está entre os primeiros adotantes. (PR Newswire / Fintech Global)

O CFO da Adobe, Dan Durn, transformou o departamento financeiro em laboratório de IA — e os números mostram por quê vale a pena. Em perfil publicado pela Fortune, Durn detalha como a IA respondeu automaticamente 300 mil e-mails em 19 caixas de entrada compartilhadas em 2025, poupando mais de 5.000 horas; cortou em 50% o tempo de revisão de contratos; e elevou em 45% a eficiência na análise de documentos de investidores. Para ele, departamentos financeiros que não adotam IA correm o risco de se tornar "limitadores de crescimento" à medida que produtos evoluem mais rápido do que os processos. (Fortune)

Goldman Sachs está implantando agentes autônomos com o Claude da Anthropic para conciliação de operações e onboarding de clientes. O CIO Marco Argenti descreveu os agentes ao CNBC como "colaboradores digitais" que assumem funções intensivas em processo — reconciliação contábil, verificações de KYC e conformidade regulatória. O banco escolheu a Anthropic em detrimento da OpenAI pela reputação de segurança em ambientes regulados, e planeja expandir os agentes para criação de pitchbooks e monitoramento de operações de mesa. (CNBC)

Pesquisa do NBER com 750 CFOs americanos revela que os cortes de empregos por IA são 9x maiores do que os números divulgados publicamente. O estudo projeta 502 mil funções eliminadas por IA em 2026 — ante 55 mil em 2025 —, mas ainda muito abaixo do colapso previsto em manchetes. Apenas 44% dos CFOs admitem planejar cortes ligados à IA, e 65% acreditam que o impacto líquido sobre o emprego será neutro. O paradoxo identificado pelos pesquisadores: as empresas percebem ganhos com IA que ainda não se refletem nos resultados financeiros. (Fortune)

Adonis captou US$ 40 milhões em Série C para escalar sua plataforma de gestão do ciclo de receita com IA. A empresa quadruplicou a receita em 2025, com retenção líquida acima de 130%, usando agentes autônomos que monitoram atividades de receita, identificam anomalias, recomendam ações e movem cobranças rejeitadas rumo à resolução sem intervenção humana. A rodada foi liderada pela Quadrille Capital, com participação da General Catalyst e Bling Capital. A captação total supera US$ 95 milhões desde a fundação em 2022. (Fintech Global)

A Vic.ai já processou mais de 1 bilhão de faturas e gerou quase US$ 200 milhões em economias para empresas apoiadas por private equity. A plataforma de automação de contas a pagar com IA elimina mais de 70% do esforço manual em AP, processa 85% das faturas sem nenhum toque humano e acelera o fechamento mensal em 1 a 2 dias. A capacidade de processamento por funcionário cresce até 5x. Entre os clientes estão Ancestry.com (Blackstone) e EquipmentShare. (Globe Newswire)

O NatWest levará um assistente financeiro agêntico a 25 mil clientes até o fim do primeiro trimestre de 2026, construído sobre modelos da OpenAI. O CIO Scott Marcar revelou que o banco investiu £ 1,2 bilhão em tecnologia, dados e IA em 2025, dando acesso ao Microsoft Copilot e a uma LLM interna a mais de 60 mil funcionários. O assistente, integrado ao app Cora, assume tarefas transacionais com base em linguagem natural. Marcar definiu 2026 como o ano em que a IA se tornará "transformadora" — não apenas de apoio — para clientes e equipes do banco. (Finextra)

Gartner aponta que captar e desenvolver talentos em IA é o principal desafio de curto prazo dos CFOs em 2026. Pesquisa com 100 executivos financeiros (janeiro–fevereiro de 2026) mostra que a disputa por profissionais de IA está superando todas as demais prioridades declaradas — acima de gestão de riscos, compliance e dados de mercado. A Gartner recomenda qualificar o time existente em vez de competir em um mercado de talentos extremamente restrito e caro, argumentando que a formação interna entrega retorno mais rápido do que contratações externas. (Gartner)