Interactive Brokers liga Claude ao trading ao vivo em 170 mercados
Resumo do dia: Interactive Brokers liga Claude ao trading ao vivo, OpenAI leva GPT-5.5 Cyber a 9 bancos britânicos, Alphabet capta US$80bi para IA, funding de fintech cai 8% no 1º tri e Aviva cota seguro de vida no ChatGPT
A Interactive Brokers anunciou em 2 de junho um conector certificado que liga o Claude, da Anthropic, direto à sua infraestrutura de trading — primeira grande corretora global a deixar o cliente consultar carteira, analisar exposição e emitir ordens por linguagem natural em mais de 170 mercados. O pacote funciona pelo marketplace de conectores do Claude: a conta existente é plugada em minutos, sem abrir conta nova nem compartilhar credenciais de API — a autenticação fica dentro do ambiente da corretora. Toda ordem passa por uma camada de aprovação em que o usuário confirma a execução (human-in-the-loop). No lançamento cobre ações e ETFs; ChatGPT, Gemini e Grok já estão em certificação. "O próximo passo lógico é permitir que os clientes conectem ferramentas de IA com segurança", disse o CEO Milan Galik. Para diretores de tesouraria e wealth no Brasil sob CVM, é a referência mais concreta da temporada de execução agêntica com trava humana embutida. (FinTech Global)
A OpenAI liberou em 2 de junho o GPT-5.5 Cyber — modelo de IA voltado a caçar vulnerabilidades em sistemas bancários — para nove grandes bancos do Reino Unido, incluindo Lloyds, HSBC, Nationwide, NatWest e Santander. O movimento contrasta com a Anthropic, que mantém o Claude Mythos sob acesso restrito: a OpenAI abriu o modelo também a Canadá e Japão. O sistema brilha analisando código legado — o AI Security Institute britânico achou desempenho comparável entre GPT-5.5 Cyber e Mythos. O alerta do professor Alan Woodward: a ferramenta faz "semanas de trabalho em minutos, mas gera falsos positivos — ainda precisa de humano para checar". (Finextra / FinTech Global)
A Alphabet anunciou em 1º de junho uma captação de US$ 80 bilhões para bancar sua infraestrutura de IA — a maior oferta da história da empresa, incluindo US$ 10 bilhões vendidos diretamente à Berkshire Hathaway. O pacote combina US$ 30 bilhões em ofertas públicas (preferenciais conversíveis e ações ordinárias), um programa de US$ 40 bilhões "at-the-market" a partir do 3º trimestre e a colocação privada para a Berkshire. O capex saltou de US$ 52,5 bilhões em 2024 para US$ 91,4 bilhões em 2025, e a empresa promete elevar "significativamente" o gasto em 2026. Para CFOs no Brasil, é mais um sinal de que o custo de capital da corrida de IA virou variável de balanço dos fornecedores. (PYMNTS)
O funding global de fintech caiu 8% no 1º trimestre de 2026, para US$ 19,8 bilhões, mesmo com o volume de deals subindo 6% — sinal de cheques menores e investidor mais disciplinado. Segundo o levantamento da FinTech Global, o maior negócio do trimestre foi a Mal, plataforma "AI-native" de finanças islâmicas que captou US$ 230 milhões em seed liderada pela BlueFive Capital, com executivos vindos de Revolut e Nubank. Os EUA ficaram com só 2 dos 10 maiores deals (contra 5 um ano antes), e os primeiros colocados se espalharam por cinco continentes. (FinTech Global)
A Aviva passou a oferecer cotação de seguro de vida dentro do ChatGPT a partir de 2 de junho — estendendo ao ramo de proteção o que já fazia com seguro residencial desde abril. No fluxo, o cliente informa os dados no próprio ChatGPT, recebe a cotação e é direcionado ao site da Aviva com o formulário pré-preenchido para fechar a compra. A seguradora, em parceria com a OpenAI, vai monitorar as conversas para calibrar os próximos produtos. "LLMs ainda são um canal emergente em finanças, mas a adoção deve crescer conforme o comportamento do cliente muda", disse Fran Bruce, diretora de Proteção. Para seguradoras e bancassurance no Brasil, é o sinal de que a vitrine de produto migra para dentro da conversa de IA. (FinTech Global)