Airwallex capta US$ 320 mi e aposta na economia agêntica

Resumo do dia: Airwallex dobra de valor para US$11bi e leva IA ao centro do financeiro, KPMG mostra que só 26% medem o custo da IA, Entrust barra roubo de conta com biometria, Runlayer capta US$30mi para soltar agente com governança e CentSight dá CFO de bolso à PME

A Airwallex captou US$ 320 milhões e dobrou de valor para US$ 11 bilhões em seis meses — bancando a aposta de levar a IA ao centro do financeiro corporativo. A Série H, liderada pela Addition com Baillie Gifford, QED, T. Rowe Price e Amex Ventures, vem com a estreia do T:0, plataforma "AI-native" que toca contabilidade, previsão, impostos, compliance e relatório sem trocar de sistema, e do Airi, carteira agêntica com checkout de um clique (14% mais conversão no teste). A fintech fechou março com receita anualizada de US$ 1,3 bilhão (alta de 74%) e US$ 287 bilhões em volume transacionado. "Construímos a base para a economia agêntica", disse o CEO Jack Zhang. Para CFOs e tesourarias no Brasil, é o sinal de que a infraestrutura de pagamento global vira plataforma de finanças autônomas. (FinTech Global)

Só 26% das empresas têm visibilidade em tempo real do quanto gastam para rodar IA — e a conta aperta à medida que os agentes passam a trabalhar em conjunto. Pela pesquisa da KPMG com 204 líderes de empresas americanas de mais de US$ 1 bilhão em receita, a fatia que orquestra vários agentes em fluxos coordenados dobrou de 9% para 18%, e 35% apontam o custo da IA — entender preço por token e inferência — como obstáculo. "Governança é o que amarra escala, desempenho e valor", disse Rahsaan Shears, da consultoria. Para CFOs no Brasil, o recado é que multiagente sem medição de custo vira surpresa no orçamento. (CFO Dive)

A Entrust lançou uma autenticação biométrica para barrar o roubo de conta turbinado por IA — num momento em que uma em cada cinco tentativas de fraude biométrica já usa deepfake. A solução ancora a verificação a uma identidade humana confirmada no cadastro e protege os pontos críticos — onboarding, recuperação de conta, troca de aparelho e transação alta — contra ataques de apresentação, injeção e deepfake, com detecção de vivacidade. O pano de fundo pesa: empresas perdem em média 7,7% da receita anual com fraude, e o roubo de conta responde por quase um terço disso. Para diretores de risco no Brasil, é a defesa que liga o acesso à identidade real, não só à senha. (FinTech Global)

A Runlayer captou US$ 30 milhões para resolver o outro lado do agente de IA: deixar o funcionário delegar trabalho para uma frota deles sem perder o controle de segurança. A Série A, liderada pela Felicis com a Khosla Ventures, banca uma plataforma que dá identidade, permissão, política, log de auditoria e visibilidade em tempo real a 5 a 20 clientes de IA — de IDEs a Salesforce Agentforce — barrando injeção de prompt, envenenamento de ferramenta, vazamento de dado e "desvio de intenção". Já roda em Instacart, Gusto e Lemonade. "Todo funcionário vai delegar o trabalho a enxames de agentes", disse o CEO Andrew Berman. Para CFOs e CIOs no Brasil, é o desenho de como soltar o agente no back-office sem abrir brecha. (FinTech Global)

A CentSight estreou com US$ 1,5 milhão para dar à pequena e média empresa o que hoje só o CFO entrega: resposta financeira em linguagem natural, sem planilha. A plataforma, bancada pela Mudita Venture Partners e fundada por Gerald Hetrick (ex-Able, vendida à Bullhorn), conecta QuickBooks e contas via Plaid para responder sobre caixa, despesa, receita, margem e fôlego de caixa em tempo real, com um recurso de "Signals" que alerta sobre o problema antes de virar crise. O alvo são os mais de 36 milhões de PMEs americanas sem acesso a um CFO — serviço que custa de US$ 3 mil a US$ 18 mil por mês. Para o pequeno e médio negócio no Brasil, é o sinal de que a análise financeira de gente grande desce de preço. (FinTech Global)