Dimon reúne 40+ empresas para conter os riscos da IA
Resumo do dia: Jamie Dimon reúne mais de 40 empresas contra os riscos da IA, o Wells Fargo dá liquidação 24/7 ao caixa corporativo com depósito tokenizado, o ABN Amro fecha com a Mistral por soberania de IA, a Conta Azul chama a Oscilar contra a fraude e o corte no Block começa a bater na margem
Jamie Dimon está reunindo mais de 40 empresas para enfrentar os riscos da IA antes que eles virem crise. O CEO do JPMorgan ligou pessoalmente para líderes de bancos e de empresas de tecnologia para engrossar a Alliance for Critical Infrastructure, coalizão que o banco ajudou a fundar. A iniciativa já abordou mais de 40 companhias de energia, água, telecom, aviação e ferrovia, com reuniões marcadas para agosto, e quer entender melhor os usos, riscos e salvaguardas da IA — em diálogo com o governo americano. O pano de fundo é o avanço acelerado da tecnologia sobre a infraestrutura crítica, num momento de ameaça cibernética crescente. Para o CFO no Brasil, é o sinal de que governar o risco da IA virou pauta coletiva de C-level, não problema de cada empresa isolada. (Finextra)
O Wells Fargo vai deixar a empresa mover dinheiro 24 horas por dia, 7 dias por semana — fim de semana e feriado incluídos — com depósito tokenizado. Pelo anúncio, o banco lança neste outono um serviço para o cliente corporativo que roteia o pagamento por depósito tokenizado quando isso ganha velocidade, permitindo transferir fundo entre contas, subsidiárias e contrapartes a qualquer hora — e programar pagamento condicional via smart contract, que libera o valor quando a regra combinada é cumprida. A largada é limitada ao par dólar-libra e se amplia ao longo de 2027, com a mesma proteção regulatória e o seguro de sempre. Para a tesouraria no Brasil, é o caixa corporativo ganhando liquidação contínua. (Wells Fargo)
O ABN Amro fechou parceria com a francesa Mistral para desenvolver IA de fronteira — e reduzir a dependência de tecnologia de fora da Europa. Pela primeira parceria da Mistral com um grande banco holandês, sem valor divulgado, o banco ganha acesso aos modelos de uma das pioneiras europeias de IA para construir aplicações de cibersegurança e compliance. O objetivo declarado dos dois lados é reforçar a autonomia e a competitividade digital da Europa. Para o CFO no Brasil, é o sinal de que a escolha do fornecedor de IA deixou de ser só técnica — soberania sobre dado e modelo virou critério de decisão. (Finextra)
A brasileira Conta Azul chamou a Oscilar para reforçar o antifraude enquanto entra no mundo dos pagamentos. Pela parceria, a plataforma de gestão financeira — que atende mais de 100 mil pequenas e médias empresas sob o guarda-chuva da Visma — adota a IA agêntica da Oscilar: um copiloto em linguagem natural que deixa o próprio time de fraude criar e ajustar regra sem depender de engenharia, um agente que analisa o histórico e sugere melhoria, e resumo automático de caso. Tudo num só sistema que junta KYC, KYB e monitoramento de transação. Para o antifraude no Brasil, é o time de risco ganhando autonomia sobre a própria regra. (FinTech Global)
O corte de 40% do quadro no Block começou a aparecer no resultado — e a IA é o motivo. Segundo a PYMNTS, seis meses após Jack Dorsey anunciar a reorganização, a dona do Square e do Cash App teve receita de US$ 6,62 bilhões no 2º trimestre (alta de 9%) e lucro bruto de US$ 3,17 bilhões (+25%), com a mudança de código por engenheiro subindo 150% no ano e o Square lançando 130 recursos no semestre — o triplo do período anterior. Por trás, agentes como o Buzz (desenvolvimento), o Moneybot (assistente do Cash App, com 1 milhão de contas ativas por semana) e o Managerbot (lojista). Para o CFO no Brasil, é a IA saindo do discurso e batendo na margem. (PYMNTS)