OneStream e Microsoft expandem aposta em IA para o Office of the CFO

Resumo do dia: OneStream e Microsoft selam pacto plurianual de IA para o CFO, Sarah Friar admite que OpenAI pode voltar ao mercado por compute, Navan empacota 4 agentes de IA para despesas, Greenboard capta US$ 20M em compliance de securities e Frame Security estreia com US$ 50M contra deepfakes

OneStream e Microsoft assinaram em 15 de maio uma expansão estratégica plurianual desenhada exclusivamente para o Office of the CFO — combinando o SensibleAI da OneStream com Microsoft Foundry, Azure e a camada de copilotos do M365. O acordo cobre três frentes: infraestrutura Azure de alta performance, agentes de IA especializados em finanças integrados nativamente a Copilot, Teams e Excel, e uma operação global conjunta de go-to-market para o segmento corporativo. O SensibleAI traz previsão quantitativa e algoritmos generativos calibrados para fechamento, FP&A e planejamento — sob a tese de que CFO precisa de IA que entenda razão contábil, não só linguagem natural. Tom Shea, CEO da OneStream, foi direto: "IA deixou de ser luxo e virou necessidade" para navegar a volatilidade econômica. Para CFOs no Brasil que rodam consolidação e planejamento sobre planilhas ou CPM tradicional, o sinal é claro: os fornecedores de FP&A estão se ancorando em hyperscalers para entregar IA com governança e produtividade no mesmo pacote — e o RFP da próxima rodada de modernização precisa contemplar essa camada. (PR Newswire / OneStream)

Sarah Friar, CFO da OpenAI, admitiu à Bloomberg TV em 15 de maio que a empresa pode voltar ao mercado de capitais mesmo após fechar a maior rodada privada da história — porque o gap entre o compute que precisa e o que pode pagar segue se abrindo. Em entrevista ao programa de Wall Street, Friar disse que a recente captação de US$ 122 bilhões deu "muita opcionalidade", mas que decisões futuras vão depender de "demanda, crescimento de receita, fluxo de caixa e do delta entre o compute que precisamos e o que conseguimos custear". Ela descreveu o ambiente como "um muro vertical de demanda" combinado com "pouco compute disponível em 2026" e citou que o mercado público pode ser uma avenida atrativa no longo prazo por ser "significativamente maior" que o privado. Para CFOs no Brasil que ainda dimensionam ROI de IA pela calculadora de licença, o recado da Friar reposiciona a discussão: o gargalo virou capacidade computacional. (Bloomberg)

A Navan apresentou em 15 de maio, no seu Navigate user conference, quatro agentes de IA que assumem de vez o ciclo de viagens corporativas e despesas — e mira o gargalo dos 27% de despesas que ainda precisam de revisão humana. O pacote inclui Travel Admin Companion (perguntas em linguagem natural sobre oportunidades de economia e benchmark de gasto), Expense Admin Companion (analisa despesas sinalizadas e sugere encaminhamento), Book with AI (reserva conversacional com acesso a 600+ companhias aéreas e 2,5 milhões de hotéis) e Expense with Video and Voice (recibo em vídeo com OCR e transcrição que preenchem os campos automaticamente). Hoje, 73% das despesas já são totalmente aprovadas pela plataforma sem intervenção humana. Michael Sindicich, presidente da Navan, foi direto: "construímos o que acreditamos ser a infraestrutura mais avançada de viagens corporativas do planeta". Para áreas financeiras brasileiras que ainda tratam T&E como ralo de produtividade, é a referência mais concreta da temporada de quanto dá para tirar do processo. (FinTech Global / Navan)

A Greenboard fechou em 13 de maio US$ 20 milhões em funding total — incluindo uma Série A de US$ 15,5 milhões anteriormente não divulgada liderada pela Base10 Partners — e lançou o GreenboardGo: camada de IA conversacional grudada nos livros, registros, políticas e workflows do próprio cliente. A startup, fundada em 2023 por Dave Feldman e Ed Schembor, já atende mais de 500 instituições financeiras com 99% de retenção — unificando em uma só plataforma o que era atendido por ferramentas separadas: compliance de funcionário, supervisão de comunicações, revisão de marketing, governança de terceiros e operações regulatórias da firma. A tese central do GreenboardGo é que IA genérica falha em compliance porque não conhece o programa específico da casa — então o produto age sobre regras, livros e políticas reais do cliente. Y Combinator, General Catalyst, Wayfinder Ventures e Commerce Ventures completam o cap table. Para CCOs e CFOs no Brasil sob CVM, Bacen e LGPD, é o desenho que separa "agente de IA" de "agente de IA com fé regulatória". (FinTech Global / Base10)

A Frame Security estreou em 11 de maio com US$ 50 milhões em rodada inicial liderada por Index Ventures, Team8 e Picture Capital — para construir uma nova categoria que ela chama de "human risk security" e atacar o vetor mais frágil da defesa cibernética em finanças: as pessoas. A companhia, fundada por Tal Shlomo e Sharon Shmueli (ex-Unit 8200) com investimento direto de Assaf Rappaport (CEO da Wiz) e Elad Gil, transforma o treinamento de segurança tradicional em sistema dinâmico movido a IA — analisa como a organização opera, gera simulações sob medida e ajusta orientação por perfil de risco. O problema é estrutural: 96% das empresas oferecem algum treinamento de segurança e 90% dos vazamentos ainda envolvem o elemento humano. Pesquisa Gartner mostra que 43% dos líderes de cibersegurança relataram pelo menos um incidente de chamada deepfake em áudio em 2025 e 37% em vídeo. Clientes iniciais incluem Louis Dreyfus Company, AlphaSense e Rockefeller Capital Management. Para CFOs e CISOs brasileiros, é a contrapartida defensiva à mesma IA que está sofisticando golpes de Pix e fraudes contra contas pagar. (SiliconANGLE / Frame Security)