Mastercard compra BVNK por US$ 1,8 bilhão na maior aposta em stablecoins da história

Resumo do dia: Mastercard adquire BVNK por US$1,8bi, Ramp expande para Europa com aquisição do Billhop, FCA contrata Palantir para detecção de fraudes, Grant Thornton: 68% dos CFOs aumentam gastos em TI

Mastercard anunciou a aquisição da BVNK, startup londrina de infraestrutura para stablecoins, por até US$ 1,8 bilhão — o maior negócio do tipo já registrado no setor. A transação supera a compra da Bridge pela Stripe em US$ 1,1 bilhão e inclui US$ 300 milhões em pagamentos condicionados. A BVNK, fundada em 2021, conecta rails de blockchain a mais de 130 países e movimentou mais de US$ 350 bilhões em volume digital em 2025. Com a aquisição, a Mastercard busca ligar seus 3 bilhões de cartões às redes de stablecoins, integrando o dinheiro programável às infraestruturas de pagamentos B2B e cross-border — onde a liquidação pode cair de dias para minutos. O fechamento do negócio depende de aprovações regulatórias e está previsto para ainda em 2026. (CNBC / Mastercard)

Ramp adquiriu o Billhop e anuncia expansão para o Reino Unido e a Europa, com abertura prevista para o verão de 2026. A plataforma de gestão financeira avaliada em US$ 32 bilhões comprou a fintech sueca licenciada no Reino Unido e na Suécia, garantindo acesso regulatório ao mercado europeu. O Billhop permite que empresas paguem fornecedores via cartão mesmo quando o fornecedor não aceita esse meio. O CEO da Ramp, Eric Glyman, afirma que, na mediana, um cliente novo economiza 5% em custos e cresce 16% em receita no primeiro ano. A empresa já movimenta US$ 100 bilhões em compras por ano e abrirá seus primeiros escritórios internacionais em Londres e Estocolmo. (Fintech Global / PR Newswire)

A FCA, regulador financeiro do Reino Unido, contratou a Palantir para analisar dados sensíveis de 42 mil instituições usando IA — e a decisão gerou controvérsia. O contrato de três meses vale mais de £ 30.000 por semana e dá à empresa americana acesso ao data lake da FCA, que inclui arquivos de casos, relatórios de transações suspeitas (SARs), reclamações e gravações de chamadas. O objetivo é fortalecer a detecção de fraudes com a plataforma Foundry da Palantir. A FCA garante que os dados ficam no Reino Unido, serão deletados ao fim do contrato e não poderão treinar produtos da Palantir. Críticos alertam que um sistema de detecção baseado em IA pode ser manipulado por atores mal-intencionados — e questionam a dependência de um provedor americano para dados financeiros estratégicos. (Fintech Global / City A.M.)

Njordium lançou um módulo de IA contra fraude em faturas integrado ao seu sistema de gestão de fornecedores — e mira a crise de fraude de pagamentos que custou € 4,2 bilhões à Europa em 2024. O AI Fraud Detection Module da Njordium é um motor autoaprendente que processa PDFs, OCR, XML e anexos de e-mail para detectar faturas falsas, serviços fantasma e preços inflados em tempo real. O sistema roteia automaticamente alertas de alta confiança para workflows de AML, PEP e sanções antes que o pagamento saia. Segundo EBA e ECB, as fraudes em transferências de crédito cresceram 24% em 2024, com 85% das perdas caindo diretamente sobre as vítimas sem possibilidade de recuperação. A solução é certificada com EU AI Act e atende NIS2, DORA, GDPR e ISO 27001 em uma única avaliação. (Fintech Global / Help Net Security)

Nova pesquisa da Grant Thornton com 230 CFOs revela que 68% planejam aumentar gastos em TI e transformação digital nos próximos 12 meses — maior índice em 21 trimestres consecutivos de survey. O levantamento publicado em março de 2026 mostra CFOs acelerando investimentos em IA mesmo diante de incerteza macroeconômica: 72% esperam aumento no lucro líquido e 28% afirmam não pretender cortar custos — o dobro do pico anterior (18% no Q4 2024). Outsourcing está em expansão: 64% avaliam offshore ou nearshore para operações financeiras. A IA é descrita como driver de crescimento, não apenas eficiência — mas o principal obstáculo segue sendo qualidade de dados. (Grant Thornton)

AvidXchange e COCC fecharam parceria para levar automação de contas a pagar com IA para bancos comunitários e cooperativas de crédito nos EUA. A integração anunciada em 24 de março combina captura inteligente de faturas por OCR, roteamento automatizado de aprovações e pagamentos eletrônicos — eliminando cheques em papel. Instituições financeiras historicamente lentas para modernizar o back office ganham acesso a um fluxo invoice-to-pay sem precisar substituir o core bancário. O foco é liberar equipes de AP para atividades de maior valor, como análise financeira e atendimento. (CPA Practice Advisor)

Theia Insights, startup britânica fundada por ex-pesquisadores de IA da Amazon, captou US$ 8 milhões em Série A para substituir sistemas estáticos de classificação de mercados financeiros por um mapa dinâmico atualizado por IA. O round foi liderado pelo MiddleGame Ventures e vai financiar expansão para mercados privados. O problema que a empresa resolve é real: sistemas como GICS e ICB rotulam uma empresa com uma única categoria que nunca muda — mesmo que ela mude radicalmente. A Theia lê transcrições de earnings, press releases e balanços para gerar um mapa multidimensional e contínuo de exposições por setor, atualizado a cada nova informação. Já é usada por gestoras globais, hedge funds e um grande provedor de índices. (Fintech Global / SiliconANGLE)

CFO Tech lançou o framework "Agentic Enterprise" para mover empresas de automação passiva para operações autônomas — com foco especial no fechamento financeiro e controles contábeis. A solução anunciada em 26 de março usa Zaptiva como camada de orquestração, conectando agentes de IA a ERPs, CRMs e sistemas legados para criar um "sistema nervoso operacional unificado". Para CFOs, o benefício prometido é aceleração do ciclo de fechamento e rastreabilidade auditável das decisões automatizadas — sem depender de scripts manuais. O CEO Robert Eppele resume: "O futuro das operações empresariais não é automação. É autonomia." (PRWeb / AIThority)

Kalshi atingiu valuation de US$ 22 bilhões após captar mais de US$ 1 bilhão liderado pela Coatue Management — e acabou de obter licença para oferecer margem de negociação a investidores institucionais. A plataforma de mercados de predição dobrou sua avaliação em apenas três meses. Em fevereiro, o volume de negociação superou US$ 10 bilhões — 12 vezes o nível de seis meses antes. CFOs e tesoureiros têm olhado para mercados de predição como fonte alternativa de dados para cenários macroeconômicos e decisões de hedge. A licença concedida à subsidiária Kinetic Markets abre caminho para produtos voltados a clientes profissionais — uma expansão significativa além do varejo. (Fintech Global / CoinDesk)

SquareFi saiu do stealth em março com infraestrutura baseada em stablecoins para pagamentos B2B cross-border em 150 países — e já acumulou US$ 250 milhões em volume processado. A plataforma API-first unifica contas com IBAN nominativo, emissão de cartões, carteiras cripto e conversão fiat/cripto em um único stack — usando stablecoins como trilho de liquidação interno para reduzir custos e acelerar o fluxo de caixa. Suporta casos de uso como payroll internacional, liquidações multipartes e pagamentos programáticos, tudo em conformidade com MiCA e GENIUS Act. O modelo é direto por API, white-label ou solução branded completa. (PYMNTS / GlobeNewswire)